Regulamentação

Anvisa Apreende Lote Falsificado de Xeomin: O Que Muda para Quem Atua em HOF

Publicado em 14 de outubro de 2026 · Leitura de 5 min

Em 13 de outubro de 2026, a Anvisa publicou no Diário Oficial da União uma medida preventiva determinando a apreensão e proibindo o armazenamento, a comercialização, a distribuição, o transporte e o uso de um lote falsificado do medicamento Xeomin — toxina botulínica tipo A da Merz, usada em procedimentos de harmonização facial. É o segundo caso de falsificação de toxina botulínica identificado pela agência em menos de dois meses, depois do episódio envolvendo lotes de Dysport em agosto.

O que a Anvisa constatou

Segundo a determinação, a Merz Farmacêutica Comercial — detentora do registro do Xeomin no Brasil — comunicou à Anvisa a existência de unidades do produto com inconsistências na identificação do lote, nas datas de fabricação e validade e no grafismo da embalagem, divergindo do padrão original. Esse conjunto de divergências caracteriza falsificação: as unidades identificadas não têm garantia de origem nem de qualidade do conteúdo da ampola.

Até a publicação da medida, a Anvisa não havia identificado a empresa responsável pela falsificação nem a origem exata das unidades irregulares. A agência determinou a proibição imediata de armazenamento, comercialização, distribuição, transporte e uso do lote em todo o território nacional.

Xeomin: para que serve e quem pode usar

Xeomin é um medicamento neuromodulador à base de toxina botulínica tipo A, da linha Merz Aesthetics, usado para relaxar a musculatura facial e suavizar rugas de expressão — aplicação comum tanto em contextos terapêuticos quanto em harmonização facial. Seu uso é restrito a ambiente hospitalar e clínico, com prescrição e aplicação por profissional de saúde habilitado.

O segundo caso em poucas semanas

Este episódio se soma a outro identificado pela Anvisa em agosto de 2026, quando a agência determinou a apreensão de lotes falsificados de Dysport, outra marca de toxina botulínica tipo A amplamente usada em HOF. Os dois casos têm mecanismo semelhante: o laboratório detentor do registro identifica, no mercado, unidades com características de embalagem, rotulagem ou numeração de lote que não correspondem ao produto genuíno — sinal de que estão circulando fora da cadeia oficial de distribuição.

A repetição do padrão em menos de dois meses, com marcas diferentes, reforça que a falsificação de toxina botulínica não é um incidente isolado, mas um risco recorrente no mercado brasileiro de insumos estéticos.

Por que isso importa para quem atua em HOF

Para o profissional que aplica toxina botulínica em pacientes, o risco de um produto falsificado não é apenas regulatório — é clínico. Dosagem incorreta, contaminação ou composição diferente da declarada podem gerar desde resultado estético insatisfatório até complicações de saúde. Algumas práticas reduzem esse risco:

Mais uma vez, o episódio reforça que a boa prática em HOF não termina na técnica de aplicação — começa na escolha e na rastreabilidade de cada insumo usado no paciente.

Fontes

Rastreabilidade também é parte da rotina em HOF fora do estoque: documentar cada sessão com padrão protege profissional e paciente também na hora de comprovar o que foi usado em cada procedimento.

Conheça o CapturaHOF
← Voltar para o blog