De onde vem a HOF
A Harmonização Orofacial nasceu como uma extensão natural da atuação do cirurgião-dentista sobre a região orofacial — boca, face e estruturas relacionadas — incorporando técnicas de preenchimento, toxina botulínica e bioestimuladores que antes eram associadas quase exclusivamente à dermatologia e à cirurgia plástica. Com o tempo, passou a ser praticada também por médicos com formação específica na área.
Principais procedimentos que compõem a HOF
- Toxina botulínica: usada para suavizar linhas de expressão e, em alguns protocolos, redefinir contornos como o ângulo da mandíbula;
- Preenchimento facial com ácido hialurônico: aplicado em regiões como lábios, malar, mandíbula e mento para adicionar volume e definição;
- Bioestimuladores de colágeno: substâncias que estimulam a produção natural de colágeno ao longo do tempo, com resultado progressivo;
- Fios de sustentação (como os fios de PDO): usados para efeito de sustentação e estímulo de colágeno em áreas específicas;
- Skinbooster: microinjeções voltadas à qualidade de pele, hidratação profunda e viço;
- Procedimentos de rinomodelação: ajuste do contorno nasal sem cirurgia, usando preenchedores.
Quem pode realizar HOF no Brasil
Esse é o ponto mais discutido — e mais mutável — de toda a área. Historicamente, a HOF era regulamentada pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) como especialidade odontológica desde 2019, mas essa regulamentação vem sendo contestada judicialmente pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) há anos, com decisões que se alternam entre validar e anular normas específicas. Médicos também realizam os mesmos procedimentos, amparados pelas normas do CFM.
Na prática, isso significa que o cenário regulatório muda com frequência — e qualquer profissional que atue ou pretenda atuar com HOF deve acompanhar diretamente as publicações oficiais dos conselhos de sua categoria, em vez de se basear apenas em informações desatualizadas.
Formação e capacitação
Independentemente da categoria profissional, a HOF exige formação técnica específica — cursos de pós-graduação, especialização ou capacitação em técnicas de preenchimento, toxina botulínica e bioestimuladores, geralmente com carga prática supervisionada. A qualidade da formação impacta diretamente a segurança do procedimento e os resultados obtidos pelo paciente.
Por que o acompanhamento visual importa
Como boa parte dos resultados da HOF é progressiva — bioestimuladores levam semanas para mostrar efeito completo, por exemplo — o registro fotográfico padronizado ao longo das sessões é parte natural da boa prática profissional: permite comparar evolução, ajustar planejamento e documentar o histórico de cada paciente com precisão.
